A raposa e as uvas
Certa raposa matreira,
Que andava à toa e faminta,
Ao passar por uma quinta,
Viu no alto da parreira
Um cacho de uvas maduras,
sumarentas e vermelhas.
Ah, se as pudesse tragar!
Mas lá naquelas alturas
Não as podia alcançar.
Então falou despeitada:
__ Estão verdes essas uvas.
Verdes não servem pra nada!
Que andava à toa e faminta,
Ao passar por uma quinta,
Viu no alto da parreira
Um cacho de uvas maduras,
sumarentas e vermelhas.
Ah, se as pudesse tragar!
Mas lá naquelas alturas
Não as podia alcançar.
Então falou despeitada:
__ Estão verdes essas uvas.
Verdes não servem pra nada!
Moral da história: Como não cabem quatro mãos em duas luvas, há quem prefira desdenhar a lamentar.
Jean de La Fontaine