Para refletir!!!
"Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende." Autor: ( Albert Schweitzer )
quinta-feira, junho 28
segunda-feira, janeiro 23
2012
Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, novembro 26
sábado, outubro 22
Texto para refletir
Palavra
As gramáticas classificam as palavras em substantivo, adjetivo, verbo, advérbio,conjunção, pronome, numeral, artigo e preposição. Os poetas classificam as palavras pela alma porque gostam de brincar com elas e para brincar com elas é preciso ter intimidade primeiro. É a alma da palavra que define, explica, ofende ou elogia, se coloca entre o significante e o significado para dizer o que quer, dar sentimento às coisas, fazer sentido. Nada é mais fúnebre do que a palavra fúnebre. Nada é mais amarelo do que o amarelo-palavra. Nada é mais concreto do que as letras c, o, n, c,
r, e, t, o, dispostas nessa ordem e ditas dessa forma, assim, concreto, e já se disse tudo, pois as palavras agem, sentem e falam por elas próprias. A palavra nuvem chove. A palavra triste chora. A palavra sono dorme. A palavra tempo passa. Apalavra fogo queima. A palavra faca corta. A palavra carro corre.
A palavra palavra diz. O que quer. E nunca desdiz depois. As palavras têm corpo e alma mas são diferentes das pessoas em vários pontos. As palavras dizem o que querem, está dito e pronto. As palavras são sinceras, as segundas intenções são sempre das pessoas. A palavra juro não mente. A palavra mando não rouba. A palavra cor não destoa. A palavra sou não vira casaca.
A palavra liberdade não se prende. A palavra amor não se acaba. A palavraidéia não muda. Palavras nunca mudam de idéia. Palavras sempre sabem o que querem. Quero não será desisto. Sim jamais será não. Árvore não será madeira.Lagarta não será borboleta. Felicidade não será traição. Tesão nunca será amizade.Sexta-feira não vira sábado nem depois da meia-noite. Noite nunca vai ser manhã.Um não serão dois em tempo algum. Dois não será solidão. Dor não será constantemente.
Semente nunca será flor. As palavras também têm raízes mas não se parecem com plantas, a não ser algumas delas, verde, caule, folha, gota. As células das palavras são as letras. Algumas são mais importantes do que as outras. As consoantes são um tanto insolentes. Roubam as vogais para construírem sílabas e obrigam a língua a dançar dentro. da boca. A boca abre ou fecha quando a vogal manda. As palavras fechadas nem sempre são mais tímidas. A palavra sem-vergonha está aí de prova. Prova é uma palavra difícil. Porta é uma palavra que fecha. Janela é uma palavra que abre. Entreaberto é uma palavra que vaza. Vigésimo é uma palavra bem alta. Carinho é uma palavra que falta. Miséria é uma palavra que sobra. A palavra óculos é séria. Cambalhota é uma palavra engraçada. A palavra lágrima é triste. A palavra catástrofe é trágica. A palavra súbito é rápida. Demoradamente é uma palavra lenta. Espelho é uma palavra prata. Ótimo é uma palavra ótima. Queijo é uma palavra rato. Rato é uma palavra rua.
Existem palavras frias como mármore. Existem palavras quentes como sangue. Existem palavras mangue, caranguejo. Existem palavras lusas, Alentejo. Existem palavras itálicas, ciao. Existem palavras grandes, anticonstitucional. Existem palavras pequenas, microscópico, minúsculo, molécula, partícula, quinhão, grão, covardia.
Existem palavras dia, feijoada, praia, boné, guarda-sol. Existem palavras bonitas, madrugada. Existem palavras complicadas, enigma, trigonometria, adolescente, casal.Existem palavras mágicas, shazam, abracadabra, pirlimpimpim, sim e não. Existem palavras que dispensam imagens, nunca, vazio, nada, escuridão. Existem palavras sozinhas, eu, um, apenas, sertão. Existem palavras plurais, mais, muito, coletivo, milhão. Existem palavras que são palavrão. Existem palavras pesadas, chumbo,elefante, tonelada. Existem palavras doces, goiabada, marshmallow, quindim, bombom. Existem palavras que andam, automóvel. Existem palavras imóveis, montanha.Existem palavras cariocas, Corcovado. Existem palavras completas, elas todas.
Toda palavra tem a cara do seu significado.
A palavra pela palavra tirando o seu significado fica estranha. Palavra, palavra,palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra, palavra,palavra, palavra, palavra, palavra não diz nada, é só letra e som.
Falcão, Adriana. Pequeno dicionário de palavras ao vento. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003, p.108-10.
Atividades
1.Identifique se, nas frases abaixo ocorre comparação ou metáfora.
a) “A rima é como uma esperança que eternamente se renova”.(Mario Quintana)
b)” Os pensamentos são como os alunos: sempre conversando em voz alta,sempre fazendo algazarra.” (Érico Veríssimo)
c) “Seus olhos eram “constelações abismais girando sem parar” ( Antonio Carlos Neves)
d) “Nossa vida é um rascunho que jamais conseguiremos passar a limpo” (Mário da Silva Brito)
2. Identifique se, nas frases abaixo ocorre antítese, metonímia ou personificação.
a) De repente do riso fez-se o pranto.
b) A garota completava quinze primaveras.
c) Como não se sentia mais útil, resolveu pendurar as chuteiras.
d) “As palavras não nascem amarradas, elas saltam, se beijam, se dissolvem,”
e) Na branca areia havia manchas negras.
Texto
Luana
Luana chega pé ante pé, como uma sombra, perto de Thomas.
__ Padre, padre, tô indo embora...
__ Pra onde, Luana? Onde você estava?
__ Andei por aí, me escondendo. Vou pra rodoviária, dar um tempo. Não posso mais ficar aqui. O Gibi vai me achar. Não tem jeito, não. Ele vem, vai arrebentar a turma e ainda vai apagar alguém com o 38. Não dá.
__ Luana, o que ele quer?
Thomas intui que, por trás da tal história de paixão, Gibi queria alguma coisa.
__ Ele diz pra todo mundo que é por causa da transa, mas não é, não. Eu sou pequena, esperta e abro um carro *assim* -- estalava os dedos -- daí ele puxa. Mas tô com medo. A barra tá pesada. Não quero mais voltar pra ele. Não quero. Tenho medo dele, que quase já me arrebentou, e da polícia.
__Vai pra Triagem, Luana.
__ Não, ele descobre. Tem sempre alguém lá dentro pra cantar a bola. Tenho que ficar rodando. Quando acalmar, aí eu vou.
__ Está bem. Vou ficar de olho na Triagem pra saber de sua chegada. Aí falo com a assistente social, vou te ajudar.
__Se alguém abrir a boca aqui, o Gibi vai me buscar até no inferno. Por enquanto, tá limpo. Falei com a Madá, o Mocotó e o Fedelho, e eles vão segurar essa. Tchau, padre. Me ajuda.
__Está bem, Luana. E sossega, ninguém vai contar onde você está.
Thomas sente a esperança fugir do seu espírito.
"Como livrar essas crianças desse submundo, da violência dos adultos e protegê-las? Luana tinha só treze anos, meu Deus, e estava sendo perseguida por uma quadrilha que não lhe daria trégua. Tinha que encontrar uma forma de tirá-la de São Paulo, levá-la para alguma instituição do interior, alertar o Juizado e denunciar Gibi. Sabia dos riscos, mas iria conseguir. Por enquanto ela se safaria, rodando para ganhar tempo. Avisaria a todos os educadores de rua, as associações, para que a menina recebesse proteção."
Thomas segura a cabeça entre as mãos e chora em silêncio. Este era o pior Natal de sua vida. Não havia paz nem alegria. Perguntava-se como pudera, durante tantos anos, ter celebrado a missa e convivido com a família e amigos sem se inquietar com o Natal dos outros. Revê as noites na periferia, com gente pobre, boa, convivendo nos salões paroquiais para a divisão dos salgadinhos, após a Missa do Galo.
(...)
(Leila Rentroia Iannone. *Eu gosto tanto de você*... São Paulo, Moderna, 1988. p. 26-8, Coleção Veredas.)
ENTENDIMENTO DO TEXTO
1. Quem são as principais personagens do texto?
2. Onde e quando se passa a história?
3. O que Luana conta ao padre?
4. Por que, no final do texto, o padre diz que aquele era o pior Natal de sua vida?
5. E você, conhece algo sobre a vida dos meninos de rua? Conte o que
6. Quem é Gibi? Por que ele é um elemento perigoso?
7. De que Luana tem medo?
8. O que a garota pretende fazer para se defender?
9. Padre Thomas promete proteger a garota. De que maneira?
9. Padre Thomas promete proteger a garota. De que maneira?
10. Por que ele chora?
A velha e os ladrões
Era uma vez uma velha que morava nos arredores de um povoado. Uma noite estava se aquecendo junto ao fogo tendo como única companhia as chamas ardentes quando, de repente, ouviu ruídos em cima, em seu quarto. Surpresa, disse:
- Eu diria que há ruídos lá em cima... ou será impressão minha?
Depois, ouviu claramente passos que iam de um lado para o outro e compreendeu que se tratava de ladrões que tinham ido roubá-la. Como estava sozinha e ninguém podia ajudá-la, começou a pensar:
- O que é que eu poderia fazer para esses ladrões irem embora? Ah, já sei!
E, decidida, dirigiu-se para o pé da escada e começou a gritar:
-Bernardo, suba para o terraço! Maria pegue a espingarda!
-Juan, cace-o!
-E você, Pedro, bata neles!
-Ramon, conte quantos são!
Ao ouvir os gritos da velha, os ladrões se assustaram muito e disseram:
-Olhe que não tem pouca gente nesta casa... É melhor ir embora[...]
Mais tarde, a velha, sentada diante do fogo, começou a gargalhar... e contam que ainda continua rindo.
( Isabel Sole )
Entendendo o texto
1. Qual é o titulo do texto?
2. Quem é a personagem principal da história?
3.Onde se passa a história?
4.Qual foi o problema da história?
5.Como foi resolvido o problema?
6. -Onde você acha que estavam Bernardo, Maria, Juan, Pedro e Ramón?
7 .Por que a velha riu tanto?
8 .O que você mais gostou no texto.Por quê?
quarta-feira, julho 13
segunda-feira, junho 13
sábado, março 19
Atividades realizadas pelos alunos do 8º ano A
Tranformaçoes ocorridas ao longo do tempo
Tema: Meios de transportes
Tema :Meios de Transpostes
Alunos:Mateus,Diego e Natan
Transformaçoes ocorridas ao longo tempo
Tema:Moda
Alunos:Danielle Ferreira, Deisa ,Isabella, Paulo Henrique e Rebeca Pereira
quinta-feira, março 3
Produções de textos
Tema: O lugar onde vivo
Os jumentos Serramalhenses
No oeste da Bahia tem uma cidade chamada Serra do Ramalho, tem uma diversidade de animais, os jumentos são um deles. Como é uma cidade em desenvolvimento, os jumentos estão atormentando os cidadões e o poder público, entrando em praças, terrenos. Assim, o poder público teve que tomar as providências, pois os habitantes das áreas urbanas estavam reclamando. Eles se perguntavam se estavam na cidade dos jumentos, ou estão na Índia?
Uns três meses depois, os jumentos sumiram, mas agora estão de volta. A cidade está parecendo um santuário, o jumento estão tomando conta da cidade, e como eles se reproduzem rápido, só está aumentando a manada de jumentos.
Teve um dia que eu estava caminhando na Avenida Sul, um jumento atravessou no meio da avenida, podendo a qualquer momento acontecer um acidente e ter vitimas os jumentos é um perigo para a população. Vamos prender os jumentos, vamos salvar a cidade, vamos mostrar que somos serramalhenses. Vamos!
Aluno: David Série: 9º ano Ano:2010
Saudades de um belo passado
Lembro-me daquela época em que Serra do Ramalho tinha belas árvores em todo lugar, muito bonito mesmo, as pessoas inocentes e honestas e muito diferentes do que são hoje em dia.
Lembro-me também, daquele pequeno comércio que eu tinha, era o único da cidade, tinha de tudo um pouco: comidas, bebidas, um mesa de sinuca bastante legal para lazer, foi lá que eu passei boa parte da minha vida aqui em Serra do Ramalho.
Recordo-me que toda manhã bem cedinho tinham que ir ao poço buscar água para passar o resto do dia.
Naquele tempo não tinha energia elétrica como hoje, algumas casas tinham geradores que funcionavam ate às 22 horas da noite, depois disso tudo se apagava e todos colocavam velas e lamparinas por todos os cômodos da casa.
As escolas eram pequenas e os alunos muitos sentavam no chão e em tapetes enormes porque tinha poucas cadeiras. Com o tempo elas foram evoluindo rapidamente e se tornaram o que é hoje. Os alunos cada um com sua carteira, livros, mochilas, os professores com mais recursos para exercerem o aprendizado.
Naquela época eu ia a Bom Jesus da Lapa fazer muitas de nossas compras, devido a isso muitas pessoas compravam carros, e quem não podia comprar um, muitas vezes iam de carona em caminhões e carros de alguns familiares e amigos.
Naquele tempo nos eu e meus colegas gostávamos muito de brincar de várias coisas como: rodinha, bolas, bambolês, pega-pega, etc. Mas com passar do tempo a crianças foram perdendo o gosto por essas brincadeiras, hoje em dia elas só querem brincar com jogos eletrônicos como: Computadores, Vídeos Games, isso faz com que as crianças amadurecem mais rapidamente.
David Teixeira Lopes Júnior, 8ºano, 2010.
O lugar onde vivo
Lembro-me como Serra do Ramalho era pequena e linda, minha casa era pequena e feita de barro não tinha iluminação pública, a iluminação era feita com lamparinas que eram feitas de latas de alumínio e iluminava toda casa e cidade, quando não tinha lamparinas pegavam-se vaga-lumes e colocava dentro da garrafa que iluminava.
As crianças da rua brincavam alegremente debaixo das árvores de pega-pega. Também tinha um momento para as pessoas mais velhas, ou melhor, idosos. Paravam e contavam historias daqueles tempos e nós ficávamos com medo.
Nesse lugarzinho pequenino que é lembrado por todos nós que vivenciou aquela época que é preservado, mas nem se compara com o de hoje, da janela do meu quarto, recordo-me uma rua pequena em que passavam os transportes e os meninos se divertiam no campo com dois paus fincados no chão e uma bola feita de sacola, papel e amarrada com meia. Praticavam-se esportes com uma bola e uma pedaço de terra, mas naquele tempo menino não podia brincar com menina, porque era proibido pelos pais.
Esta parte merece ser memorável. “Acordava-me bem cedo para ir à escola Eduardo Martini, minha mãe colocava uma toalha, um lápis e borracha dentro da sacola e me levava para a escola, chegando lá sentávamos muitas vezes no chão, e o momento mais esperado era o da merenda que era muito boa”. Um pouco longe da minha escola havia o correio que entregava cartas e o banco do outro lado, perto do banco era a sede do INCRA.As comemorações eram feitas nas escolas onde aconteciam os eventos, as apresentações.
A água não tinha muito, minha mãe ia buscar água na cabeça, em cisternas numa caixa bem enorme e funda que estava dando água do poço. A cidade foi sendo mais conhecia, começou a ser muito explorada por freqüentadores. A cidade foi crescendo e acabando com as árvores nativas e animais silvestres, foi quando tornou-se emancipada e está até hoje.
Alessandra Macedo,8ºano,2010
Meu Pedaço de chão
Se bem me lembro, em Serra do Ramalho no meu tempo de criança era bom eu meus amigos e primos brincávamos muito de bolinha de gude, de bola, esconde-esconde, pega-pega entre outras brincadeiras. Mas também não era só brincadeira agente a nossa família a comprar comida pagar as contas. Meu pai trabalhava muito mais minha mãe, mesmo assim agente ainda tinha pouco dinheiro. Nossa casa era pequena simples eu e meus irmãos dormiam num quarto só alguns dormiam na sala e meu pai e minha mãe dormiam num quarto.
Agente também ia a escola era pequena com poucas cadeiras e o quadro era de giz. Depois da escola agente ia para casa almoçar e depois ia trabalhar. Minha mãe fazia doces, geléias com os frutos que as árvores nos dão típicas dessa cidade, como:manga, acerola, goiaba etc.depois agente ia para as ruas vender os produtos.
Quando chovia os frutos ficavam mais maduros e a terra seca ficava molhada, as plantas secas ficavam verdes e vivas, formava lagoas e eu e meus amigos brincávamos de barquinhos de papel e também nossa mãe deixava nós ficarmos se melecando de lama nas lagoas, sabíamos em arvores, às vezes agente caia porque o tronco estava molhado, meus pais colocavam vasilhas para aproveitar a água para quando acabasse a chuva agente tivesse água guardada.
Tudo mudou e hoje a cidade evoluiu muito e atualmente as coisas são bem deferentes daquele tempo inesquecível. Hoje as crianças não brincam mais as mesmas brincadeiras daquela época.
Luis Felipe, 8ºano, 2010.
Recordações de minha cidade
Lembro-me bem quando eu cheguei aqui em Serra do Ramalho e com a minha família era um lugar pequeno e de poças casa e tinha muitas arvores e as estradas eram de terra.
Eu e minha esposa compramos uma casa no centro da cidade que naquele tempo Serra do Ramalho fazia parte de Bom Jesus da Lapa, porque Serra do Ramalho não era emancipada. Íamos buscar água em poções artesianos feito pelo INCRA era quem comandava a cidade porque não tinha prefeito e nem uma prefeitura. Meus filhos iam para a escola, que não era tão grande como hoje, ela era pequena, eles sentavam no chão, por que não tinha carteiras para todos. Não tínhamos muito dinheiro para compra os materiais bons e bonitos, mas conseguíamos compra os cadernos e lápis para que eles fossem para a escola.
Naquele tempo não tínhamos supermercados como hoje, nos iramos para Bom Jesus da Lapa, e quando chegávamos ao Rio São Francisco nos pegávamos um barco para atravessar o Rio e chegar ate a cidade. Os meninos faziam uma grande bagunça, que acabava tornando uma grande alegria. Trazíamos-nos as compras na cabeça, ate chegar as margens do Rio São Francisco e depois pegávamos o carro para Serra do Ramalho de volta.
Mas hoje as coisas são diferentes, ou seja, tudo mais fácil. Não precisamos ir a Bom Jesus da Lapa de barco, por que tem uma grande ponte. E as escolas de hoje são maiores e as crianças não precisamos sentar no chão.
Braz Guilherme Rezende dos Santos, 8ºano,2010.
Produções de textos
Tema: O lugar onde vivo
O lugar onde vivo
Se bem me lembro há algum tempo atrás quando Serra do Ramalho ainda não era emancipada, não existia luz elétrica, as não eram asfaltadas e existiam apenas poucas casas.
Eu morava em uma casa que era bem pequena, tinha poucos cômodos que era iluminada por velas ou lamparinas, na maioria das casas. A rua onde eu morava não tinha asfalto, e era bem escura. Lembro-me que à tarde, assim que chegava da escola que alias era bem pequena e simples eu e as outras crianças que moravam por perto, brincávamos de pega-pega, esconde-esconde, pega bandeira e outras brincadeiras era a maior diversão. Quando chegava a noite não tínhamos muita coisa para fazer, já que não havia televisão nem computador. Então nos reuníamos ao redor de uma fogueira ou ate mesmo de qualquer coisa que iluminasse e ficávamos conversando horas e horas.
Nos finais de semana gostávamos de ir pescar no rio São Francisco, as ficávamos o dia todo lá.
Sempre aos domingos, os nossos parentes se reuniam na minha casa e minha preparava sempre um bom almoço, tinha farofa, feijão de corda, peixe assado, arroz e muito mais. Só de falar dá água na boca.
Recordo que nessa época as roupas eram todas bem comportadas e o modo de falar eram bem diferentes. Ninguém deixava passar em branco o dia de São José Operário, aniversário da cidade, o 7 de setembro que era festejada com desfiles,bandas musicais,etc. As festas juninas tinha sempre uma boa quadrilha,tudo feito com muito alegria .mas se tinha uma coisa que todo mundo gostava eram a vaquejada que vinha gente de todo lugar do Brasil.Eram quatro dias de muita alegria e diversão .
Aluna: Hayla Cristian Série: 8 ºano, Ano 2008
sexta-feira, fevereiro 25
A raposa e as uvas
Certa raposa matreira,
Que andava à toa e faminta,
Ao passar por uma quinta,
Viu no alto da parreira
Um cacho de uvas maduras,
sumarentas e vermelhas.
Ah, se as pudesse tragar!
Mas lá naquelas alturas
Não as podia alcançar.
Então falou despeitada:
__ Estão verdes essas uvas.
Verdes não servem pra nada!
Que andava à toa e faminta,
Ao passar por uma quinta,
Viu no alto da parreira
Um cacho de uvas maduras,
sumarentas e vermelhas.
Ah, se as pudesse tragar!
Mas lá naquelas alturas
Não as podia alcançar.
Então falou despeitada:
__ Estão verdes essas uvas.
Verdes não servem pra nada!
Moral da história: Como não cabem quatro mãos em duas luvas, há quem prefira desdenhar a lamentar.
Jean de La Fontaineterça-feira, fevereiro 8
Começar de novo
Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo...
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo...
Ivan Lins
Composição: Ivan Lins / Vitor Martins
Explorando o texto
1.Qual é o tema nessa composição musical?
2. Do verso17 ao 24 ,o eu poético fala diretamente da ação causadora do conflito.Você concorda que ele usa imagens fortes para falar dessa ação ?Justifique sua resposta.
3.Analise o trecho que vai do verso cinco ao doze.
a) Que ideia comum pode encontrar nos versos cinco.seis,sete,nove e onze?
b) Que ideia comum pode encontrar nos versosoito,dez e doze?
4."
Sem suas esporas
Sem o seu fascíno "
Pode se dizer que as palavras espora e fascínio forma um contraste? Por quê?
4."
Sem suas esporas
Sem o seu fascíno "
Pode se dizer que as palavras espora e fascínio forma um contraste? Por quê?
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