"Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende." Autor: ( Albert Schweitzer )
quarta-feira, julho 13
Vale a pena assistir!
http://www.youtube.com/watch?v=rUGteo9Twts&feature=relatedhttp://www.youtube.com/watch?v=mNlgV5i7um4
segunda-feira, junho 13
sábado, março 19
Atividades realizadas pelos alunos do 8º ano A
Tranformaçoes ocorridas ao longo do tempo
Tema: Meios de transportes
Tema :Meios de Transpostes
Alunos:Mateus,Diego e Natan
Transformaçoes ocorridas ao longo tempo
Tema:Moda
Alunos:Danielle Ferreira, Deisa ,Isabella, Paulo Henrique e Rebeca Pereira
quinta-feira, março 3
Produções de textos
Tema: O lugar onde vivo
Os jumentos Serramalhenses
No oeste da Bahia tem uma cidade chamada Serra do Ramalho, tem uma diversidade de animais, os jumentos são um deles. Como é uma cidade em desenvolvimento, os jumentos estão atormentando os cidadões e o poder público, entrando em praças, terrenos. Assim, o poder público teve que tomar as providências, pois os habitantes das áreas urbanas estavam reclamando. Eles se perguntavam se estavam na cidade dos jumentos, ou estão na Índia?
Uns três meses depois, os jumentos sumiram, mas agora estão de volta. A cidade está parecendo um santuário, o jumento estão tomando conta da cidade, e como eles se reproduzem rápido, só está aumentando a manada de jumentos.
Teve um dia que eu estava caminhando na Avenida Sul, um jumento atravessou no meio da avenida, podendo a qualquer momento acontecer um acidente e ter vitimas os jumentos é um perigo para a população. Vamos prender os jumentos, vamos salvar a cidade, vamos mostrar que somos serramalhenses. Vamos!
Aluno: David Série: 9º ano Ano:2010
Saudades de um belo passado
Lembro-me daquela época em que Serra do Ramalho tinha belas árvores em todo lugar, muito bonito mesmo, as pessoas inocentes e honestas e muito diferentes do que são hoje em dia.
Lembro-me também, daquele pequeno comércio que eu tinha, era o único da cidade, tinha de tudo um pouco: comidas, bebidas, um mesa de sinuca bastante legal para lazer, foi lá que eu passei boa parte da minha vida aqui em Serra do Ramalho.
Recordo-me que toda manhã bem cedinho tinham que ir ao poço buscar água para passar o resto do dia.
Naquele tempo não tinha energia elétrica como hoje, algumas casas tinham geradores que funcionavam ate às 22 horas da noite, depois disso tudo se apagava e todos colocavam velas e lamparinas por todos os cômodos da casa.
As escolas eram pequenas e os alunos muitos sentavam no chão e em tapetes enormes porque tinha poucas cadeiras. Com o tempo elas foram evoluindo rapidamente e se tornaram o que é hoje. Os alunos cada um com sua carteira, livros, mochilas, os professores com mais recursos para exercerem o aprendizado.
Naquela época eu ia a Bom Jesus da Lapa fazer muitas de nossas compras, devido a isso muitas pessoas compravam carros, e quem não podia comprar um, muitas vezes iam de carona em caminhões e carros de alguns familiares e amigos.
Naquele tempo nos eu e meus colegas gostávamos muito de brincar de várias coisas como: rodinha, bolas, bambolês, pega-pega, etc. Mas com passar do tempo a crianças foram perdendo o gosto por essas brincadeiras, hoje em dia elas só querem brincar com jogos eletrônicos como: Computadores, Vídeos Games, isso faz com que as crianças amadurecem mais rapidamente.
David Teixeira Lopes Júnior, 8ºano, 2010.
O lugar onde vivo
Lembro-me como Serra do Ramalho era pequena e linda, minha casa era pequena e feita de barro não tinha iluminação pública, a iluminação era feita com lamparinas que eram feitas de latas de alumínio e iluminava toda casa e cidade, quando não tinha lamparinas pegavam-se vaga-lumes e colocava dentro da garrafa que iluminava.
As crianças da rua brincavam alegremente debaixo das árvores de pega-pega. Também tinha um momento para as pessoas mais velhas, ou melhor, idosos. Paravam e contavam historias daqueles tempos e nós ficávamos com medo.
Nesse lugarzinho pequenino que é lembrado por todos nós que vivenciou aquela época que é preservado, mas nem se compara com o de hoje, da janela do meu quarto, recordo-me uma rua pequena em que passavam os transportes e os meninos se divertiam no campo com dois paus fincados no chão e uma bola feita de sacola, papel e amarrada com meia. Praticavam-se esportes com uma bola e uma pedaço de terra, mas naquele tempo menino não podia brincar com menina, porque era proibido pelos pais.
Esta parte merece ser memorável. “Acordava-me bem cedo para ir à escola Eduardo Martini, minha mãe colocava uma toalha, um lápis e borracha dentro da sacola e me levava para a escola, chegando lá sentávamos muitas vezes no chão, e o momento mais esperado era o da merenda que era muito boa”. Um pouco longe da minha escola havia o correio que entregava cartas e o banco do outro lado, perto do banco era a sede do INCRA.As comemorações eram feitas nas escolas onde aconteciam os eventos, as apresentações.
A água não tinha muito, minha mãe ia buscar água na cabeça, em cisternas numa caixa bem enorme e funda que estava dando água do poço. A cidade foi sendo mais conhecia, começou a ser muito explorada por freqüentadores. A cidade foi crescendo e acabando com as árvores nativas e animais silvestres, foi quando tornou-se emancipada e está até hoje.
Alessandra Macedo,8ºano,2010
Meu Pedaço de chão
Se bem me lembro, em Serra do Ramalho no meu tempo de criança era bom eu meus amigos e primos brincávamos muito de bolinha de gude, de bola, esconde-esconde, pega-pega entre outras brincadeiras. Mas também não era só brincadeira agente a nossa família a comprar comida pagar as contas. Meu pai trabalhava muito mais minha mãe, mesmo assim agente ainda tinha pouco dinheiro. Nossa casa era pequena simples eu e meus irmãos dormiam num quarto só alguns dormiam na sala e meu pai e minha mãe dormiam num quarto.
Agente também ia a escola era pequena com poucas cadeiras e o quadro era de giz. Depois da escola agente ia para casa almoçar e depois ia trabalhar. Minha mãe fazia doces, geléias com os frutos que as árvores nos dão típicas dessa cidade, como:manga, acerola, goiaba etc.depois agente ia para as ruas vender os produtos.
Quando chovia os frutos ficavam mais maduros e a terra seca ficava molhada, as plantas secas ficavam verdes e vivas, formava lagoas e eu e meus amigos brincávamos de barquinhos de papel e também nossa mãe deixava nós ficarmos se melecando de lama nas lagoas, sabíamos em arvores, às vezes agente caia porque o tronco estava molhado, meus pais colocavam vasilhas para aproveitar a água para quando acabasse a chuva agente tivesse água guardada.
Tudo mudou e hoje a cidade evoluiu muito e atualmente as coisas são bem deferentes daquele tempo inesquecível. Hoje as crianças não brincam mais as mesmas brincadeiras daquela época.
Luis Felipe, 8ºano, 2010.
Recordações de minha cidade
Lembro-me bem quando eu cheguei aqui em Serra do Ramalho e com a minha família era um lugar pequeno e de poças casa e tinha muitas arvores e as estradas eram de terra.
Eu e minha esposa compramos uma casa no centro da cidade que naquele tempo Serra do Ramalho fazia parte de Bom Jesus da Lapa, porque Serra do Ramalho não era emancipada. Íamos buscar água em poções artesianos feito pelo INCRA era quem comandava a cidade porque não tinha prefeito e nem uma prefeitura. Meus filhos iam para a escola, que não era tão grande como hoje, ela era pequena, eles sentavam no chão, por que não tinha carteiras para todos. Não tínhamos muito dinheiro para compra os materiais bons e bonitos, mas conseguíamos compra os cadernos e lápis para que eles fossem para a escola.
Naquele tempo não tínhamos supermercados como hoje, nos iramos para Bom Jesus da Lapa, e quando chegávamos ao Rio São Francisco nos pegávamos um barco para atravessar o Rio e chegar ate a cidade. Os meninos faziam uma grande bagunça, que acabava tornando uma grande alegria. Trazíamos-nos as compras na cabeça, ate chegar as margens do Rio São Francisco e depois pegávamos o carro para Serra do Ramalho de volta.
Mas hoje as coisas são diferentes, ou seja, tudo mais fácil. Não precisamos ir a Bom Jesus da Lapa de barco, por que tem uma grande ponte. E as escolas de hoje são maiores e as crianças não precisamos sentar no chão.
Braz Guilherme Rezende dos Santos, 8ºano,2010.
Produções de textos
Tema: O lugar onde vivo
O lugar onde vivo
Se bem me lembro há algum tempo atrás quando Serra do Ramalho ainda não era emancipada, não existia luz elétrica, as não eram asfaltadas e existiam apenas poucas casas.
Eu morava em uma casa que era bem pequena, tinha poucos cômodos que era iluminada por velas ou lamparinas, na maioria das casas. A rua onde eu morava não tinha asfalto, e era bem escura. Lembro-me que à tarde, assim que chegava da escola que alias era bem pequena e simples eu e as outras crianças que moravam por perto, brincávamos de pega-pega, esconde-esconde, pega bandeira e outras brincadeiras era a maior diversão. Quando chegava a noite não tínhamos muita coisa para fazer, já que não havia televisão nem computador. Então nos reuníamos ao redor de uma fogueira ou ate mesmo de qualquer coisa que iluminasse e ficávamos conversando horas e horas.
Nos finais de semana gostávamos de ir pescar no rio São Francisco, as ficávamos o dia todo lá.
Sempre aos domingos, os nossos parentes se reuniam na minha casa e minha preparava sempre um bom almoço, tinha farofa, feijão de corda, peixe assado, arroz e muito mais. Só de falar dá água na boca.
Recordo que nessa época as roupas eram todas bem comportadas e o modo de falar eram bem diferentes. Ninguém deixava passar em branco o dia de São José Operário, aniversário da cidade, o 7 de setembro que era festejada com desfiles,bandas musicais,etc. As festas juninas tinha sempre uma boa quadrilha,tudo feito com muito alegria .mas se tinha uma coisa que todo mundo gostava eram a vaquejada que vinha gente de todo lugar do Brasil.Eram quatro dias de muita alegria e diversão .
Aluna: Hayla Cristian Série: 8 ºano, Ano 2008
sexta-feira, fevereiro 25
A raposa e as uvas
Certa raposa matreira,
Que andava à toa e faminta,
Ao passar por uma quinta,
Viu no alto da parreira
Um cacho de uvas maduras,
sumarentas e vermelhas.
Ah, se as pudesse tragar!
Mas lá naquelas alturas
Não as podia alcançar.
Então falou despeitada:
__ Estão verdes essas uvas.
Verdes não servem pra nada!
Que andava à toa e faminta,
Ao passar por uma quinta,
Viu no alto da parreira
Um cacho de uvas maduras,
sumarentas e vermelhas.
Ah, se as pudesse tragar!
Mas lá naquelas alturas
Não as podia alcançar.
Então falou despeitada:
__ Estão verdes essas uvas.
Verdes não servem pra nada!
Moral da história: Como não cabem quatro mãos em duas luvas, há quem prefira desdenhar a lamentar.
Jean de La Fontaineterça-feira, fevereiro 8
Começar de novo
Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo...
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo...
Ivan Lins
Composição: Ivan Lins / Vitor Martins
Explorando o texto
1.Qual é o tema nessa composição musical?
2. Do verso17 ao 24 ,o eu poético fala diretamente da ação causadora do conflito.Você concorda que ele usa imagens fortes para falar dessa ação ?Justifique sua resposta.
3.Analise o trecho que vai do verso cinco ao doze.
a) Que ideia comum pode encontrar nos versos cinco.seis,sete,nove e onze?
b) Que ideia comum pode encontrar nos versosoito,dez e doze?
4."
Sem suas esporas
Sem o seu fascíno "
Pode se dizer que as palavras espora e fascínio forma um contraste? Por quê?
4."
Sem suas esporas
Sem o seu fascíno "
Pode se dizer que as palavras espora e fascínio forma um contraste? Por quê?
domingo, novembro 21
segunda-feira, novembro 15
MÚSICA DE VICTOR E LEO
Borboletas
Victor e Leo
Percebo que o tempo já não passa
Você diz que não tem graça amar assim
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim
Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém
Dividido entre dois mundos
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem
[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu
Percebo que o tempo já não passa
Você diz que não tem graça amar assim
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim
Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém
Dividido entre dois mundos,
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem
[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu
[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu
Sempre voltam
E o seu jardim sou eu
Você diz que não tem graça amar assim
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim
Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém
Dividido entre dois mundos
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem
[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu
Percebo que o tempo já não passa
Você diz que não tem graça amar assim
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim
Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém
Dividido entre dois mundos,
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem
[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu
[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu
Sempre voltam
E o seu jardim sou eu
Atividade
Revisão dos AdvérbiosCASTRO ALVES
Onde estás?
É meia-noite… e rugindo
Passa triste a ventania,
Como um verbo de desgraça,
Como um grito de agonia.
E eu digo ao vento, que passa
Por meus cabelos fugaz:
“Vento frio do deserto,
Onde ela está? Longe ou perto?”
Mas, como um hálito incerto,
Responde-me o eco ao longe:
“Oh! minh’amante, onde estás?. . .
Passa triste a ventania,
Como um verbo de desgraça,
Como um grito de agonia.
E eu digo ao vento, que passa
Por meus cabelos fugaz:
“Vento frio do deserto,
Onde ela está? Longe ou perto?”
Mas, como um hálito incerto,
Responde-me o eco ao longe:
“Oh! minh’amante, onde estás?. . .
Vem! É tarde! Por que tardas?
São horas de brando sono,
Vem reclinar-te em meu peito
Com teu lânguido abandono! …
‘Stá vazio nosso leito…
‘Stá vazio o mundo inteiro;
E tu não queres qu’eu fique
Solitário nesta vida…
Mas por que tardas, querida?…
Já tenho esperado assaz…
Vem depressa, que eu deliro
Oh! minh’amante, onde estás? …
São horas de brando sono,
Vem reclinar-te em meu peito
Com teu lânguido abandono! …
‘Stá vazio nosso leito…
‘Stá vazio o mundo inteiro;
E tu não queres qu’eu fique
Solitário nesta vida…
Mas por que tardas, querida?…
Já tenho esperado assaz…
Vem depressa, que eu deliro
Oh! minh’amante, onde estás? …
[...]
Castro Alves. Espumas flutuantes.Rio de Janeiro ,
Record,1998.
Castro Alves
A Canção do Africano
Lá na úmida senzala,Sentado na estreita sala,
Junto ao braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão ...
De um lado, uma negra escrava
Os olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E à meia voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez pra não o escutar!
"Minha terra é lá bem longe,
Das bandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!
"0 sol faz lá tudo em fogo,
Faz em brasa toda a areia;
Ninguém sabe como é belo
Ver de tarde a papa-ceia!
"Aquelas terras tão grandes,
Tão compridas como o mar,
Com suas poucas palmeiras
Dão vontade de pensar ...
"Lá todos vivem felizes,
Todos dançam no terreiro;
A gente lá não se vende
Como aqui, só por dinheiro".
O escravo calou a fala,
Porque na úmida sala
O fogo estava a apagar;
E a escrava acabou seu canto,
P’ra não acordar com o pranto
O seu filhinho a sonhar!
O escravo então foi deitar-se,
Pois tinha de levantar-se
Bem antes do sol nascer,
E se tardasse, coitado,
Teria de ser surrado,
Pois bastava escravo ser.
E a cativa desgraçada
Deita seu filho, calada,
E põe-se triste a beijá-lo,
Talvez temendo que o dono
Não viesse, em meio do sono,
De seus braços arrancá-lo!
Recife-1863
Castro Alves, Poesias completas,Saraiva,1960
Biografia
O poeta baiano Antônio de Castro Alves se tornou famoso pela beleza de seus versos românticos e, também, pela coragem de seus poemas sobre a escravidão. Ele comprometeu-se com as principais lutas sociais e política de seu tempo. Seus poemas, que defendiam a liberdade e a democracia, tiveram grande influência na campanha pelo fim da escravidão. Morreu em 1871, com apenas 24 anos, sem presenciar a abolição da escravatura, decretada em 1888.
quinta-feira, novembro 11
quarta-feira, novembro 10
O poeta Castro Alves
Conheça um pouco da vida e da obra do “poeta dos escravos”
Castro Alves e as palavras
Cada artista usa os materiais próprios da sua arte para criar. O pintor usa as tintas, o cineasta usa o filme, o poeta usa as palavras. O poeta pode usar as palavras como brinquedos, para criar coisas belas, e como armas, para lutar pelas coisas que ele acha certas. Há 150 anos, em 14 de março de 1847, nasceu na Bahia um dos mais importantes poetas brasileiros: Castro Alves. Ele não usava as palavras para brincar. Castro Alves fazia poemas lindos, mas fortes e impressionantes, porque ele sabia usar as palavras para mostrar o que era injusto e precisava mudar.
Na época em que Castro Alves viveu, ainda havia escravos no Brasil. Ele via e sentia que isso precisava mudar. Usou as palavras para compor poemas e defender a liberdade de todos e acabar com a escravidão no Brasil.
Castro Alves ficou conhecido como “O Poeta dos Escravos'', e seus poemas mais conhecidos sobre a escravidão são "Vozes d'África'' e ``O Navio Negreiro''.Este é um longo poema em que ele descreve a situação dos negros nos porões do navio, quando eram transportados como carga da África para o Brasil.
Castro Alves usa as palavras para protestar contra o sofrimento dos escravos.Mas sua poesia não era só sobre esse tema. Como todos os poetas, ele amava os livros, a natureza, a beleza feminina, a liberdade e a justiça. Outras poesias de Castro Alves falam do poeta como um sonhador, um viajante, um aventureiro. Porque a pátria do poeta é o reino das palavras. Por meio delas, ele realiza suas aventuras
Na época em que Castro Alves viveu, ainda havia escravos no Brasil. Ele via e sentia que isso precisava mudar. Usou as palavras para compor poemas e defender a liberdade de todos e acabar com a escravidão no Brasil.
Castro Alves ficou conhecido como “O Poeta dos Escravos'', e seus poemas mais conhecidos sobre a escravidão são "Vozes d'África'' e ``O Navio Negreiro''.Este é um longo poema em que ele descreve a situação dos negros nos porões do navio, quando eram transportados como carga da África para o Brasil.
Castro Alves usa as palavras para protestar contra o sofrimento dos escravos.Mas sua poesia não era só sobre esse tema. Como todos os poetas, ele amava os livros, a natureza, a beleza feminina, a liberdade e a justiça. Outras poesias de Castro Alves falam do poeta como um sonhador, um viajante, um aventureiro. Porque a pátria do poeta é o reino das palavras. Por meio delas, ele realiza suas aventuras
Evelina Hoisel
Interpretação do texto
1.O texto que você acabou de ler é informativo. O que ele está informando?
2. Por que Castro Alves ficou conhecido como poeta “o poeta dos escravos”?
3.O que Castro Alves defendia com suas palavras?
4. Que poemas famosos de Castro Alves são citados no texto?
6.Sobre que outros assuntos o poeta escreveu ?
7. Segundo o texto, que meio o poeta usou para viver suas aventuras?
8. O que mais impressionou você no texto sobre Castro Alves? Por quê?
Referência :
A palavra é sua:lingua portuguesa, 5ª série Maria Helena, Luf Ed . reformulada.-Sao Paulo:Spcione,2000
quarta-feira, outubro 6
Texto
A contaminação do ambiente
Com a explosão demográfica dos últimos tempos, a urbanização crescente e a retração dos campos e matas, a espécie humana vem ocasionando a lenta destruição da flora e da fauna. As zonas florestais como que se encolhem sobre a superfície terrestre, ao peso do asfalto e dos blocos de concreto que proliferam no expandir das cidades. Enquanto isso, ao contrário do papel purificador do ar atmosférico desempenhado pela vegetação, o homem, com as suas máquinas, suas indústrias pesadas, suas usinas nucleares e seus veículos, contamina cada vez mais o seu ambiente.Inúmeras pesquisas têm revelado que nas grandes metrópoles, como Los Angeles, Nova Iorque, Chicago, Detroit, Londres, Tóquio e São Paulo, o índice de poluição do ar tem aumentado assustadoramente, condicionando uma incidência cada vez maior de doenças pulmonares e sistêmicas, com a consequente diminuição do tempo de vida médio dos indivíduos. Por vezes, a ameaça à segurança das populações se torna alarmante. Foi o que aconteceu numa usina nuclear da Pensilvânia, na Ilha das Três Milhas, em 28 de março de 1978, quando teve lugar um escapamento de gases radioativos para a atmosfera e a formação de uma grande bolha de hidrogênio numa das câmaras da usina, pondo em risco a integridade dos habitantes de uma vasta área dos Estados Unidos. Durante vários dias, a opinião pública mundial se voltou para o acidente da usina de Three Miles Island. O mesmo drama ainda voltaria a se repetir, em proporções já então catastróficas, alguns anos depois, em Tchernobyl, na União Soviética.
Muitas indústrias lançam seus detritos e produtos tóxicos nos rios e mares, ocasionando a morte de peixes, de algas e do plâncton indispensável à cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos. O uso imoderado de detergentes não-biodegradáveis, isto é, que não se destroem pela ação de microrganismos, vem contaminando as águas e provocando o extermínio da flora e da fauna dos rios e mares. Isso não sucedia antes, com o uso dos sabões comuns, feitos de gordura animal ou vegetal.
Na agricultura, a utilização indiscriminada, por parte dos lavradores, de inseticidas e pesticidas extremamente tóxicos, como o DDT e o BHC, frequentemente lançados por aviões sobre as lavouras, leva à assimilação de tais produtos pelas plantas. Como estas são utilizadas na alimentação humana, transferem para o homem uma razoável quantidade, por efeito acumulativo, desses venenos.
Na poeira radioativa que existe na atmosfera, proveniente das experiências com armas estratégicas das grandes potências, encontra-se o estrôncio-90, radioisótopo cuja vida média é de aproximadamente 30 anos. Nesse período, ele se precipita para o solo, é incorporado pelas plantas, e como estas servem de pasto ao gado bovino, o elemento radioativo passa ao organismo dos animais. Através do leite, o estrôncio-90 chega ao homem. Como é um competidor do cálcio, vai-se localizar nos ossos, onde permanecerá por toda a vida do indivíduo, emitindo radiações ionizantes. Ele tem sido, por isso, incriminado como um dos fatores cancerígenos mais comuns.
José Luís Soares. *O rastro da vida*: uma pequena história de bilhões de anos. São Paulo, Moderna, 1990. p. (90-91.)
ENTENDIMENTO DO TEXTO
1. Qual a ideia central do texto ?
2. Cite alguns dos problemas ambientais de que o texto trata.
3. Onde esses problemas aparecem de forma mais aguda?
4. O texto cita um exemplo de acidente que ameaça assustadoramente a segurança das populações. Qual o acidente mencionado? Quando aconteceu e onde?
5. O texto fala ainda de uma repetição desse tipo de acidente, em outro local. Onde?
6. O progresso e a maior facilidade para a realização de tarefas domésticas trouxe um sensível prejuízo à flora e à fauna dos rios e mares. Qual o agente causador dessa agressão? Explique.
7. E na agricultura, quais os principais agentes poluidores citados no texto?
8. Um elemento poluidor é mencionado como fator altamente cancerígeno. Qual é e onde se encontra?
9.As informações do texto são baseadas em hipóteses ou em fatos reais? Justifique sua resposta.
Trabalhando com texto
Amor
Outro dia liguei o rádio e ouvi que faziam um concurso entre os ouvintes procurando uma definição para amor. As respostas eram muito ruins, até dava para se pensar que nem ouvintes nem locutores entendiam nada de amor realmente; o lugar-comum é mesmo o refúgio universal, que livra de pensar e dá, a quem o usa, a impressão de que mergulha a colher na gamela da sabedoria coletiva e comunga das verdades eternas. O que aliás pode ser verdade.Mas a ideia de definição me ficou na cabeça e resolvi perguntar por minha conta. Tive muitas respostas. A impressão geral que me ficou do inquérito é que de amor entendem mais os velhos do que os moços, ao contrário do que seria de imaginar. E menos os profissionais que os amadores __ digo os amadores da arte de viver, propriamente, e os profissionais do ensino da vida. Vamos ver:
Dona Alda, que já fez bodas de ouro, diz que o amor é principalmente paciência. Indaguei: e tolerância? Ela disse que tolerância é apenas paciência com um pouco de antipatia. E diz que amor é também companhia e amizade. E saudade? Não, saudade não: saudade se tem das pessoas, das alegrias das coisas da mocidade, da infância dos filhos. Mas do amor? Não. Afinal, o amor não vai embora. Apenas envelhece, como a gente.
A jovem recém-casada me diz que amor é principalmente materialismo. Todos os sonhos das meninas estão errados. Aquelas coisas que se leem nos livros da Coleção das Moças, aqueles devaneios e idealismos e renúncias e purezas, está tudo errado. Quando a gente casa é que vê que o amor não passa de materialismo.
Teresinha de Jesus, às vésperas de botar no mundo o seu filho de mãe solteira, responde: "Amor”? É iludimento. No começo é dançar, tomar Coca-Cola com pinga, ganhar corte de pano e caixa de pó-de-arroz. Depois é a barriga e todo mundo apontando, e o camarada sumido".
Semana que vem vai para a maternidade. Quem quiser lhe falar de amor venha, que ela tem uma resposta. Mas impublicável.
Um senhor quarentão, bem-casado, pai de filhos: "Amor, como se entende em geral, é coisa da juventude; Depois de uma certa idade, amor é mais costume. É verdade que tem a paixão com os seus perigos. Mas você falou em amor e não em paixão, não foi?"
___ E de paixão, que me diz? __ Aí ele se fecha em copas. "Deixo isso para os jovens. Velhote apaixonado é fogo. E eu não passo de um pai de família."
A mãe da família desse senhor: "Amor? Bem, tem amor de noiva, que é quase só castelos e tolice. Tem o de jovem casada, que é também muita tolice __ mas sem castelos. Complicado com ciúme, etc., mas já inclui algum elemento mais sério. E tem o amor do casamento, que é a realidade da vida puxada a dois. Agora, o amor de mãe... Você perguntou também o amor de mãe?"
Respondi energicamente que não; amor de mãe, não. Quero saber só de amor de homem com mulher, amor propriamente dito.
Diz o solteiro, quase solteirão, que se imagina irresistível e incasável: "Amor é perigo. Só é bom com mulher sem compromissos. Com moça donzela dá em noivado, com mulher casada dá em tragédia. O melhor é amor forte e curto, que embriaga enquanto dura e não tem tempo para se complicar. Aquela história de marinheiro com um amor em cada porto tem o seu brilho, tem o seu brilho".
O pastor protestante diz que o amor é sublimar a atração entre os dois seres, é atingir a mais alta e pura das emoções. Não confundir amor com sexo! E perguntado -__ sendo assim, por que casam os pastores? Ele responde citando São Paulo: "Porque é melhor casar do que arder".
Já o padre católico não elimina o sexo do amor. Explica que, pelo contrário, o sexo, no amor, é tão importante como os seus demais componentes -- o altruísmo, a fidelidade, a capacidade de sacrifício, a ausência do egoísmo. E é tão importante que, para santificar o amor sexual __ o amor conjugal __ a Igreja o põe sob a guarda de um sacramento, o santo matrimônio. E ante a pergunta: se tudo é assim tão santo, por que os padres não casam? O padre velho não se importa com a impertinência, sorri: "Nós nos demos a um amor mais alto. Casamento, para nós, seria pior que bigamia..."
E por último tem a matrona sossegada que explica: "Amor? Amor é uma coisa que dói dentro do peito. Dói devagarinho, quentinho, confortável. É a mão que vem da cama vizinha, de noite, e segura na sua, adormecida. E você prefere ficar com o braço gelado e dormente a puxar a sua mão e cortar aquele contato, tão precioso ele é. Amor é ter medo -- medo de quase tudo -- da morte, da doença, do desencontro, da fadiga, do costume, das novidades. Amor pode ser uma rosa e pode ser um bife, um beijo, uma colher de xarope. Mas o que o amor é, principalmente, são duas pessoas neste mundo".
(Rachel de Queiroz. *O caçador de tatu*. 2. ed. São Paulo, Siciliano, 1994. p. 39-41.)
ENTENDIMENTO DO TEXTO
1. O que despertou a curiosidade da narradora, levando-a a conversar com tantas pessoas?2. Que tipos de pessoas foram entrevistados pela narradora?
3. Na sua opinião, por que a narradora procurou ouvir pessoas tão diferentes?
4. Se você fosse entrevistado, o que diria sobre o amor?
5. Vejamos as opiniões de alguns entrevistados, em relação ao amor.
a) O que diz Dona Alda?
b) E a jovem recém-casada?
c) E o solteirão?
6. Quem disse:
a) que o amor é coisa que dói dentro do peito
b) que o amor está vinculado ao sexo?
c) que o amor é atração entre dois seres, a mais alta e pura das emoções
d) que o amor de noiva é tolice, quase só castelos?
e) que o amor é coisa da juventude?
“Amar é mudar a alma de casa” (Mario Quintana)
segunda-feira, setembro 27
TEXTO
A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
— Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia.
(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record,1994)
Estudo do texto
01.O conto de Drummond começa com uma afirmativa sobre um personagem.
a)Quem é o personagem?
b)O personagem citado é o personagem principal do conto? Por quê?
c)Qual é a afirmativa feita sobre ele?
02.Sobre essa afirmativa:
a) A mãe do menino concorda com ela? Como sabemos disso?
b) O médico concorda com a afirmativa? Como sabemos disso?
03. O menino conta três casos. Esses casos falam de coisas e pessoas que existem na vida real, a vida que todos vivemos. Falam também de coisas fantásticas, coisas que só existem na imaginação.
a)Qual é o primeiro caso que ele conta?
b)Qual é a terceira história contada pelo menino?
c)O que há de fantástico na terceira história?
04.Quando diz que os dragões - da independência cuspiam fogo pela boca o menino os aproxima do mundo fantástico.Por quê?
05.Essa história tem dois dados reais:um lugar e uma pessoa. Identifique-os.
06.Paulo parece um menino comum ,que vai a escola e que tem uma mãe cuidadosa .Paulo é considerado mentiroso .Por quê ? Explique.
A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
— Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia.
(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record,1994)
Estudo do texto
01.O conto de Drummond começa com uma afirmativa sobre um personagem.
a)Quem é o personagem?
b)O personagem citado é o personagem principal do conto? Por quê?
c)Qual é a afirmativa feita sobre ele?
02.Sobre essa afirmativa:
a) A mãe do menino concorda com ela? Como sabemos disso?
b) O médico concorda com a afirmativa? Como sabemos disso?
03. O menino conta três casos. Esses casos falam de coisas e pessoas que existem na vida real, a vida que todos vivemos. Falam também de coisas fantásticas, coisas que só existem na imaginação.
a)Qual é o primeiro caso que ele conta?
b)Qual é a terceira história contada pelo menino?
c)O que há de fantástico na terceira história?
04.Quando diz que os dragões - da independência cuspiam fogo pela boca o menino os aproxima do mundo fantástico.Por quê?
05.Essa história tem dois dados reais:um lugar e uma pessoa. Identifique-os.
06.Paulo parece um menino comum ,que vai a escola e que tem uma mãe cuidadosa .Paulo é considerado mentiroso .Por quê ? Explique.
Assinar:
Postagens (Atom)