sexta-feira, fevereiro 25


A raposa e as uvas
Certa raposa matreira,
Que andava à toa e faminta,
Ao passar por uma quinta,
Viu no alto da parreira
Um cacho de uvas maduras,
sumarentas e vermelhas.
Ah, se as pudesse tragar!
Mas lá naquelas alturas
Não as podia alcançar.
Então falou despeitada:
__ Estão verdes essas uvas.
Verdes não servem pra nada!
Moral da história: Como não cabem quatro mãos em duas luvas, há quem prefira desdenhar a lamentar.
                                                                                               Jean de La Fontaine

terça-feira, fevereiro 8

Começar de novo

Começar de novo
Começar de novo e contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Ter me rebelado, ter me debatido
Ter me machucado, ter sobrevivido
Ter virado a mesa, ter me conhecido
Ter virado o barco, ter me socorrido
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena ter amanhecido
Sem as tuas garras sempre tão seguras
Sem o teu fantasma, sem tua moldura
Sem tuas escoras, sem o teu domínio
Sem tuas esporas, sem o teu fascínio
Começar de novo e só contar comigo
Vai valer a pena já ter te esquecido
Começar de novo...
Ivan Lins
Composição: Ivan Lins / Vitor Martins

Explorando o texto

1.Qual é o tema nessa composição musical?
2. Do verso17 ao 24 ,o eu poético fala diretamente da ação causadora do conflito.Você concorda que ele usa imagens fortes para falar dessa ação ?Justifique sua resposta.
3.Analise o trecho que vai do verso cinco ao doze.
a) Que ideia comum  pode encontrar nos versos cinco.seis,sete,nove e onze?
b) Que ideia comum  pode encontrar nos versosoito,dez e doze?
4." 
Sem suas esporas
Sem o seu fascíno "
Pode se dizer que as palavras espora e fascínio forma um contraste? Por quê?

domingo, novembro 21

Trabalho feito a partir do filme A era do gelo 2

Atividade feita pela as alunas Horrana e Laíse

segunda-feira, novembro 15

MÚSICA DE VICTOR E LEO

Borboletas

                                     Victor e Leo

Percebo que o tempo já não passa
Você diz que não tem graça amar assim
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim

Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém
Dividido entre dois mundos
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem

[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

Percebo que o tempo já não passa
Você diz que não tem graça amar assim
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim

Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém
Dividido entre dois mundos,
Sei que estou amando, mas ainda não sei quem

[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

[refrão]
Não sei dizer o que mudou
Mas nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

Sempre voltam
E o seu jardim sou eu


Atividade 
Revisão dos Advérbios

CASTRO ALVES


     Onde estás?
      É meia-noite… e rugindo
  Passa triste a ventania,
  Como um verbo de desgraça,
  Como um grito de agonia.
  E eu digo ao vento, que passa
  Por meus cabelos fugaz:
  “Vento frio do deserto,
  Onde ela está? Longe ou perto?”
  Mas, como um hálito incerto,
  Responde-me o eco ao longe:
  “Oh! minh’amante, onde estás?. . .
       Vem! É tarde! Por que tardas?
  São horas de brando sono,
  Vem reclinar-te em meu peito
  Com teu lânguido abandono! …
  ‘Stá vazio nosso leito…
  ‘Stá vazio o mundo inteiro;
  E tu não queres qu’eu fique
  Solitário nesta vida…
  Mas por que tardas, querida?…
  Já tenho esperado assaz…
  Vem depressa, que eu deliro
  Oh! minh’amante, onde estás? …
                            [...]
Castro Alves. Espumas flutuantes.Rio de Janeiro ,
Record,1998.

Castro Alves

A Canção do Africano

Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto ao braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão ... 




De um lado, uma negra escrava
Os olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E à meia voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez pra não o escutar!



"Minha terra é lá bem longe,
Das bandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!



"0 sol faz lá tudo em fogo,
Faz em brasa toda a areia;
Ninguém sabe como é belo
Ver de tarde a papa-ceia!



"Aquelas terras tão grandes,
Tão compridas como o mar,
Com suas poucas palmeiras
Dão vontade de pensar ...        

"Lá todos vivem felizes,
Todos dançam no terreiro;
A gente lá não se vende
Como aqui, só por dinheiro".



O escravo calou a fala,
Porque na úmida sala
O fogo estava a apagar;
E a escrava acabou seu canto,
P’ra não acordar com o pranto
O seu filhinho a sonhar!





O escravo então foi deitar-se,
Pois tinha de levantar-se
Bem antes do sol nascer,
E se tardasse, coitado,
Teria de ser surrado,
Pois bastava escravo ser.



E a cativa desgraçada
Deita seu filho, calada,
E põe-se triste a beijá-lo,
Talvez temendo que o dono
Não viesse, em meio do sono,
De seus braços arrancá-lo!      

Recife-1863
Castro Alves, Poesias completas,Saraiva,1960


Biografia
O poeta baiano Antônio de Castro Alves se tornou famoso pela beleza de seus versos românticos e, também, pela coragem de seus poemas sobre a escravidão. Ele comprometeu-se com as principais lutas sociais e política de seu tempo. Seus poemas, que defendiam a liberdade e a democracia, tiveram grande influência na campanha pelo fim da escravidão. Morreu em 1871, com apenas 24 anos, sem presenciar a abolição da escravatura, decretada em 1888.

Referência:LEC: linguagem,expressao e cidadania/Adhemar Oricchio...(et al)ed._ _ Sao Sao Paulo:IBEP, -- (Coleçao)

Personagens criados pelas alunas Danielle Djesssica e Lorrane do 7º ano B

Atividade feita a partir do filme A era do gelo 2

quinta-feira, novembro 11

quarta-feira, novembro 10

Personagens criados pelos alunos 7º ano B


Atividade realizada a partir  do filme A era do gelo 2
Trabalho feitos com diálogos dos personagens do filme
Alunos:Cassia e Isabela
Atividade realizada a partir  do filme A era do gelo 2
Trabalho feitos com diálogos dos personagens do filme
Alunos:Cesar,Felipe,Erique ,Kauan e Mateus

Revisão das Classes Gramaticais

 Atividade realizada pelo 9º ano
   Trabalho em grupo

O poeta Castro Alves

Conheça um pouco da vida e da obra do “poeta dos escravos”
Castro Alves e as palavras  
Cada artista usa os materiais próprios da sua arte para criar. O pintor usa as tintas, o cineasta usa o filme, o poeta usa as palavras. O poeta pode usar as palavras como brinquedos, para criar coisas belas, e como armas, para lutar pelas coisas que ele acha certas. 
Há 150 anos, em 14 de março de 1847, nasceu na Bahia um dos mais importantes poetas brasileiros: Castro Alves. Ele não usava as palavras para brincar. Castro Alves fazia poemas lindos, mas fortes e impressionantes, porque ele sabia usar as palavras para mostrar o que era injusto e precisava mudar.
Na época em que Castro Alves viveu, ainda havia escravos no Brasil. Ele via e sentia que isso precisava mudar. Usou as palavras para compor poemas e defender a liberdade de todos e acabar com a escravidão no Brasil.
Castro Alves ficou conhecido como “O Poeta dos Escravos'', e seus poemas mais conhecidos sobre a escravidão são "Vozes d'África'' e ``O Navio Negreiro''.Este é um longo poema em que ele descreve a situação dos negros nos porões do navio, quando eram transportados como carga da África para o Brasil.
Castro Alves usa as palavras para protestar contra o sofrimento dos escravos.Mas sua poesia não era só sobre esse tema. Como todos os poetas, ele amava os livros, a natureza, a beleza feminina, a liberdade e a justiça. Outras poesias de Castro Alves falam do poeta como um sonhador, um viajante, um aventureiro. Porque a pátria do poeta é o reino das palavras. Por meio delas, ele realiza suas aventuras
                                                                                            Evelina Hoisel
Interpretação do texto
1.O texto que você acabou de ler é informativo. O que ele está informando?
2. Por que Castro Alves ficou conhecido como poeta “o poeta dos escravos”?
3.O que Castro Alves defendia com suas palavras?
4. Que poemas famosos de Castro Alves são citados no texto?
6.Sobre que outros assuntos o poeta escreveu ?
7. Segundo o texto, que meio o poeta usou para viver suas aventuras?
8. O que mais impressionou você no texto sobre Castro Alves? Por quê?


Referência :
A palavra é sua:lingua portuguesa,  5ª série Maria Helena, Luf Ed . reformulada.-Sao Paulo:Spcione,2000

quarta-feira, outubro 6

Texto

A contaminação do ambiente
Com a explosão demográfica dos últimos tempos, a urbanização crescente e a retração dos campos e matas, a espécie humana vem ocasionando a lenta destruição da flora e da fauna. As zonas florestais como que se encolhem sobre a superfície terrestre, ao peso do asfalto e dos blocos de concreto que proliferam no expandir das cidades. Enquanto isso, ao contrário do papel purificador do ar atmosférico desempenhado pela vegetação, o homem, com as suas máquinas, suas indústrias pesadas, suas usinas nucleares e seus veículos, contamina cada vez mais o seu ambiente.
Inúmeras pesquisas têm revelado que nas grandes metrópoles, como Los Angeles, Nova Iorque, Chicago, Detroit, Londres, Tóquio e São Paulo, o índice de poluição do ar tem aumentado assustadoramente, condicionando uma incidência cada vez maior de doenças pulmonares e sistêmicas, com a consequente diminuição do tempo de vida médio dos indivíduos. Por vezes, a ameaça à segurança das populações se torna alarmante. Foi o que aconteceu numa usina nuclear da Pensilvânia, na Ilha das Três Milhas, em 28 de março de 1978, quando teve lugar um escapamento de gases radioativos para a atmosfera e a formação de uma grande bolha de hidrogênio numa das câmaras da usina, pondo em risco a integridade dos habitantes de uma vasta área dos Estados Unidos. Durante vários dias, a opinião pública mundial se voltou para o acidente da usina de Three Miles Island. O mesmo drama ainda voltaria a se repetir, em proporções já então catastróficas, alguns anos depois, em Tchernobyl, na União Soviética.
Muitas indústrias lançam seus detritos e produtos tóxicos nos rios e mares, ocasionando a morte de peixes, de algas e do plâncton indispensável à cadeia alimentar dos ecossistemas aquáticos. O uso imoderado de detergentes não-biodegradáveis, isto é, que não se destroem pela ação de microrganismos, vem contaminando as águas e provocando o extermínio da flora e da fauna dos rios e mares. Isso não sucedia antes, com o uso dos sabões comuns, feitos de gordura animal ou vegetal.
Na agricultura, a utilização indiscriminada, por parte dos lavradores, de inseticidas e pesticidas extremamente tóxicos, como o DDT e o BHC, frequentemente lançados por aviões sobre as lavouras, leva à assimilação de tais produtos pelas plantas. Como estas são utilizadas na alimentação humana, transferem para o homem uma razoável quantidade, por efeito acumulativo, desses venenos.
Na poeira radioativa que existe na atmosfera, proveniente das experiências com armas estratégicas das grandes potências, encontra-se o estrôncio-90, radioisótopo cuja vida média é de aproximadamente 30 anos. Nesse período, ele se precipita para o solo, é incorporado pelas plantas, e como estas servem de pasto ao gado bovino, o elemento radioativo passa ao organismo dos animais. Através do leite, o estrôncio-90 chega ao homem. Como é um competidor do cálcio, vai-se localizar nos ossos, onde permanecerá por toda a vida do indivíduo, emitindo radiações ionizantes. Ele tem sido, por isso, incriminado como um dos fatores cancerígenos mais comuns.

José Luís Soares. *O rastro da vida*: uma pequena história de bilhões de anos. São Paulo, Moderna, 1990. p. (90-91.)

ENTENDIMENTO DO TEXTO

1. Qual a ideia central do texto ?
2. Cite alguns dos problemas ambientais de que o texto trata.
3. Onde esses problemas aparecem de forma mais aguda?
4. O texto cita um exemplo de acidente que ameaça assustadoramente a segurança das populações. Qual o acidente mencionado? Quando aconteceu e onde?
5. O texto fala ainda de uma repetição desse tipo de acidente, em outro local. Onde?
6. O progresso e a maior facilidade para a realização de tarefas domésticas trouxe um sensível prejuízo à flora e à fauna dos rios e mares. Qual o agente causador dessa agressão? Explique.
7. E na agricultura, quais os principais agentes poluidores citados no texto?
8. Um elemento poluidor é mencionado como fator altamente cancerígeno. Qual é e onde se encontra?
9.As informações do texto são baseadas em hipóteses ou em fatos reais? Justifique sua resposta.

Trabalhando com texto

Amor
Outro dia liguei o rádio e ouvi que faziam um concurso entre os ouvintes procurando uma definição para amor. As respostas eram muito ruins, até dava para se pensar que nem ouvintes nem locutores entendiam nada de amor realmente; o lugar-comum é mesmo o refúgio universal, que livra de pensar e dá, a quem o usa, a impressão de que mergulha a colher na gamela da sabedoria coletiva e comunga das verdades eternas. O que aliás pode ser verdade.
Mas a ideia de definição me ficou na cabeça e resolvi perguntar por minha conta. Tive muitas respostas. A impressão geral que me ficou do inquérito é que de amor entendem mais os velhos do que os moços, ao contrário do que seria de imaginar. E menos os profissionais que os amadores __ digo os amadores da arte de viver, propriamente, e os profissionais do ensino da vida. Vamos ver:
Dona Alda, que já fez bodas de ouro, diz que o amor é principalmente paciência. Indaguei: e tolerância? Ela disse que tolerância é apenas paciência com um pouco de antipatia. E diz que amor é também companhia e amizade. E saudade? Não, saudade não: saudade se tem das pessoas, das alegrias das coisas da mocidade, da infância dos filhos. Mas do amor? Não. Afinal, o amor não vai embora. Apenas envelhece, como a gente.
A jovem recém-casada me diz que amor é principalmente materialismo. Todos os sonhos das meninas estão errados. Aquelas coisas que se leem nos livros da Coleção das Moças, aqueles devaneios e idealismos e renúncias e purezas, está tudo errado. Quando a gente casa é que vê que o amor não passa de materialismo.
Teresinha de Jesus, às vésperas de botar no mundo o seu filho de mãe solteira, responde: "Amor”? É iludimento. No começo é dançar, tomar Coca-Cola com pinga, ganhar corte de pano e caixa de pó-de-arroz. Depois é a barriga e todo mundo apontando, e o camarada sumido".
Semana que vem vai para a maternidade. Quem quiser lhe falar de amor venha, que ela tem uma resposta. Mas impublicável.
Um senhor quarentão, bem-casado, pai de filhos: "Amor, como se entende em geral, é coisa da juventude; Depois de uma certa idade, amor é mais costume. É verdade que tem a paixão com os seus perigos. Mas você falou em amor e não em paixão, não foi?"
___ E de paixão, que me diz? __ Aí ele se fecha em copas. "Deixo isso para os jovens. Velhote apaixonado é fogo. E eu não passo de um pai de família."
A mãe da família desse senhor: "Amor? Bem, tem amor de noiva, que é quase só castelos e tolice. Tem o de jovem casada, que é também muita tolice __ mas sem castelos. Complicado com ciúme, etc., mas já inclui algum elemento mais sério. E tem o amor do casamento, que é a realidade da vida puxada a dois. Agora, o amor de mãe... Você perguntou também o amor de mãe?"
Respondi energicamente que não; amor de mãe, não. Quero saber só de amor de homem com mulher, amor propriamente dito.
Diz o solteiro, quase solteirão, que se imagina irresistível e incasável: "Amor é perigo. Só é bom com mulher sem compromissos. Com moça donzela dá em noivado, com mulher casada dá em tragédia. O melhor é amor forte e curto, que embriaga enquanto dura e não tem tempo para se complicar. Aquela história de marinheiro com um amor em cada porto tem o seu brilho, tem o seu brilho".
O pastor protestante diz que o amor é sublimar a atração entre os dois seres, é atingir a mais alta e pura das emoções. Não confundir amor com sexo! E perguntado -__ sendo assim, por que casam os pastores? Ele responde citando São Paulo: "Porque é melhor casar do que arder".
Já o padre católico não elimina o sexo do amor. Explica que, pelo contrário, o sexo, no amor, é tão importante como os seus demais componentes -- o altruísmo, a fidelidade, a capacidade de sacrifício, a ausência do egoísmo. E é tão importante que, para santificar o amor sexual __ o amor conjugal __ a Igreja o põe sob a guarda de um sacramento, o santo matrimônio. E ante a pergunta: se tudo é assim tão santo, por que os padres não casam? O padre velho não se importa com a impertinência, sorri: "Nós nos demos a um amor mais alto. Casamento, para nós, seria pior que bigamia..."
E por último tem a matrona sossegada que explica: "Amor? Amor é uma coisa que dói dentro do peito. Dói devagarinho, quentinho, confortável. É a mão que vem da cama vizinha, de noite, e segura na sua, adormecida. E você prefere ficar com o braço gelado e dormente a puxar a sua mão e cortar aquele contato, tão precioso ele é. Amor é ter medo -- medo de quase tudo -- da morte, da doença, do desencontro, da fadiga, do costume, das novidades. Amor pode ser uma rosa e pode ser um bife, um beijo, uma colher de xarope. Mas o que o amor é, principalmente, são duas pessoas neste mundo".
(Rachel de Queiroz. *O caçador de tatu*. 2. ed. São Paulo, Siciliano, 1994. p. 39-41.)

ENTENDIMENTO DO TEXTO
1. O que despertou a curiosidade da narradora, levando-a a conversar com tantas pessoas?
2. Que tipos de pessoas foram entrevistados pela narradora?
3. Na sua opinião, por que a narradora procurou ouvir pessoas tão diferentes?
4. Se você fosse entrevistado, o que diria sobre o amor?
5. Vejamos as opiniões de alguns entrevistados, em relação ao amor.
a) O que diz Dona Alda?
b) E a jovem recém-casada?
c) E o solteirão?
6. Quem disse:
a) que o amor é coisa que dói dentro do peito
b) que o amor está vinculado ao sexo?
c) que o amor é atração entre dois seres, a mais alta e pura das emoções
d) que o amor de noiva é tolice, quase só castelos?
e) que o amor é coisa da juventude?
“Amar é mudar a alma de casa” (Mario Quintana)

segunda-feira, setembro 27

TEXTO

A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO

Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:
— Não há nada a fazer, Dona Coló. Esse menino é mesmo um caso de poesia.

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record,1994)

Estudo do texto

01.O conto de Drummond começa com uma afirmativa sobre um personagem.
a)Quem é o personagem?
b)O personagem citado é o personagem principal do conto? Por quê?
c)Qual é a afirmativa feita sobre ele?

02.Sobre essa afirmativa:
a) A mãe do menino concorda com ela? Como sabemos disso?
b) O médico concorda com a afirmativa? Como sabemos disso?
03. O menino conta três casos. Esses casos falam de coisas e pessoas que existem na vida real, a vida que todos vivemos. Falam também de coisas fantásticas, coisas que só existem na imaginação.
a)Qual é o primeiro caso que ele conta?

b)Qual é a terceira história contada pelo menino?
c)O que há de fantástico na terceira história?
04.Quando diz que os dragões - da independência cuspiam fogo pela boca o menino os aproxima do mundo fantástico.Por quê?

05.Essa história tem dois dados reais:um lugar e uma pessoa. Identifique-os.

06.Paulo parece um menino comum ,que vai a escola e que tem uma mãe cuidadosa .Paulo é considerado mentiroso .Por quê ? Explique.

terça-feira, agosto 24

Trabalhando com crônica

Dialogando com o texto
1.A crônica aborda um tema atual: os avanços da tecnologia.
a.Que informações você desconhecia e descobriu com a leitura do texto?_
b.Qual o ponto de vista apontado no texto em relação aos avanços tecnológicos?
2.O narrador –personagem inicia o texto referindo –se a fatos da sua infância.
a.A que ele se refere como “presente inesquecível”?
b.Quantos anos ele tinha e qual reação ao receber o presente?
3.Ao iniciar o curso,o narrador-personagem rapidamente aprende a usar as teclas da máquina de escrever.
a. Que expressões empregadas evidenciam essa agilidade?

b.Ele gostou muito de teclar a máquina .Que frase comprova esse sentimento do cronista?
4. A crônica também apresenta um momento glorioso vivenciado pelo narrador-personagem na 8.ª série.

a.Como ele se destaca dos seus colegas?
b.Que recursos linguísticos são empregados para ressaltar a sonoridade das teclas?O que eles sugerem ao leitor?
5. De acordo com a crônica, a máquina de escrever do momento é o celular.
a. O narrador-personagem se inclui no público usuário dessa máquina? A que público especificamente ele se refere?
b.Como ele se sente diante dessa “máquina de escrever”?
6.Na crônica são apresentados alguns argumentos que servem para justificar o ponto vista do narrador –personagem sobre o uso do celular.
a.Que argumento é utilizado para justificar a dificuldade em digitar as teclas do celular?
b.Ao explicar por que o celular possui poucas teclas, o narrador faz uma crítica implícita. O que ou quem é criticado? Por quê?
7. Na conclusão do texto reafirma-se que há um domínio do celular na atualidade. Com base no ultimo período do texto, podemos afirma que o narrador está apto a utilizar essa tecnologia?

sábado, agosto 21

Trabalhando com crônica


Da Olivetti ao torpedo


            Vai fazer 30 Natais que eu ganhei meu presente mais inesquecível. Não, não foi uma bicicleta. Foi uma máquina de escrever portátil Olivetti, modelo Lettera 22, verdinha. Vinha com uma tampa de plástico, que ao ser encaixada se transformava numa maleta. Mal abri o brinquedinho, já fui pedindo: "Quero fazer o curso".
            Alguém aí pode explicar o que leva uma criança de 10 anos a pedir um curso de datilografia para seus pais? Hoje em dia é evidente que eu seria encaminhado a um bom psicólogo infantil  __  mas naquele tempo meu pai me inscreveu num curso, e pronto. Eu era o único aluno que não estava interessado em procurar emprego de auxiliar de escritório. Mesmo sem força suficiente no mindinho esquerdo para dar conta da tecla "a", confesso que adorei. Foi amor ao primeiro asdfgçlkjh. Totalmente caxias, eu jamais olhava para as teclas. Rapidinho tornei-me um avião. Lá pelo fim do curso, fazia fácil 200 toques por minuto. Se não desse para ser escritor, já dava muito bem para ser escrivão.
            Na 8ª série, tive a felicidade de entrar para um colégio cujo currículo incluía... datilografia. Na aula inaugural, o professor pediu que todos os alunos batessem seus nomes à máquina. Deixei que a turma começasse: um "tlec" solitário aqui, um "tlec" sem convicção ali, outro "tlec" desafinado acolá.  Então respirei fundo. E mandei ver: ratatatatatatatatatatatatatatá! Todas as cabeças da sala se voltaram ao mesmo tempo na minha direção. Nunca mais viverei outro momento tão glorioso.
            Nunca mais, mesmo. Depois de reinar por de 100 anos, o teclado __ que foi inventado em 1880, não pela Olivetti, mas pela Remington __ está com os dias contados. A máquina de escrever das crianças de 10 anos deste século não é nem mesmo o computador: é o celular. Crianças e adolescentes passam horas travando diálogos por escrito, como se estivessem jogando videogame.
            Você já tentou escrever um torpedo no celular? Eu tentei. Semana passada, para ser mais preciso. As 26 letras do alfabeto se escondem em apenas 9 teclazinhas. Levei cinco minutos para digitar quatro palavras __ e estou até agora tentando achar onde fica o ponto de interrogação. Se você souber de algum curso de datilografia-em-telefone, por favor me avise.
            Os celulares possuem poucas teclas porque na verdade quem escreve neles não tem lá muito amor pelas letrinhas. Tudo é abreviado. As vogais somem. Os acentos vão pro beleléu. Além de aprender a digitar, você tem que reaprender a escrever.
            De nada adianta ter evoluído das Olivettis e Remingtons para os PCs e Macs, se a gente não conseguir agora se adaptar ao celular. Caso tudo o que os fabricantes prometem acabe um dia se realizando, o celular vai tomar o lugar do computador, da máquina fotográfica, do cartão de crédito, da carteira de identidade e da chave de casa. Isso, claro, para quem aprender a mexer nele. Se eu não consigo achar nem o ponto de interrogação, como eu vou descobrir a função que abre o portão da garagem?


Ricardo  Frerei.Revista Época ,Xongas, pág.122.Sao Paulo ,Globo 24 de novembro de 2003

sexta-feira, agosto 20

Viajar pela leitura


Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!
Clarice Pacheco